Magnólia FIP vende participação da Espaçolaser na B 3

Cinco anos após sua estreia na bolsa, a Espaçolaser (ESPA 3) enfrenta uma mudança significativa em sua estrutura acionária, com o fundo Magnólia FIP, um dos principais controladores da companhia, decidindo vender sua totalidade de participação.
Protocolada em fevereiro de 2026, a oferta secundária visa vender até 6.106.557 ações da MPM Corpóreos, a empresa – mãe da gigante da depilação a laser, que atualmente possui o maior volume de mercado do país.
Impacto Financeiro e Avaliação da Empresa
Se toda a oferta for bem – sucedida, o Magnólia FIP deixará de ser acionista, encerrando sua participação no bloco de controle. A Espaçolaser estima que a transação movimente até R 37,25 milhões, um valor que ajuda a contextualizar a reprecificação da empresa desde seu IPO (Initial Public Offering) em 2021.
Em sua estreia na B 3, a Espaçolaser foi avaliada em cerca de R 4,35 bilhões. Atualmente, o valor de mercado da ação ESPA 3 se aproxima de R 216 milhões. A queda de aproximadamente 40% nas ações desde o IPO, registrada até o fechamento de 2026, demonstra a volatilidade do mercado.
Detalhes da Oferta e Processo de Bookbuilding
A oferta, coordenada pelo BTG Pactual, destina – se exclusivamente a investidores profissionais. Dada a natureza secundária da operação, os recursos não serão direcionados ao caixa da Espaçolaser, mas sim ao Magnólia FIP, acionista vendedor.
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O processo de bookbuilding, que determinará o preço final da oferta, envolverá a indicação de investidores sobre o volume e o valor que desejam pagar pelas ações. A operação pode movimentar entre R 18,62 milhões (se a venda ocorrer na quantidade mínima de ações) e R 37,25 milhões (se toda a participação for colocada no mercado.
Participação Acionária e Compromisso de Lock – Up
A saída do Magnólia FIP altera a composição do bloco de controle da MPM Corpóreos, mas não representa uma mudança imediata na gestão da companhia. Anteriormente, o fundo detinha 16,90% do capital da holding, a mesma fatia do fundador Ygor Moura.
Outros controladores incluem Paulo Morais (10,01%), a SMZXP (empresa ligada à apresentadora Xuxa Meneghel – 2,55%) e José Carlos Semenzato (0,96%.
Para mitigar o risco de uma pressão adicional de venda após a saída de um acionista relevante, Ygor Moura, José Carlos Semenzato e a SMZXP assumiram um compromisso de lock – up de 90 dias. Durante esse período, não poderão vender suas ações nem realizar operações com derivativos que reduzam sua exposição econômica à companhia.
O acordo visa proporcionar previsibilidade ao mercado durante a transição acionária, minimizando a incerteza em torno do futuro da Espaçolaser.
Autor(a):
Redação
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