Faria Lima registra recuperação do setor imobiliário com dados do Itaú BBA

A Faria Lima, que antes era sinônimo de filas e trânsito intenso nos restaurantes, voltou a apresentar níveis de ocupação pré – pandemia. O setor de lajes corporativas, que sofreu com a vacância durante a crise sanitária, agora mostra sinais de recuperação, segundo dados do Itaú BBA.
Retomada do Setor Imobiliário
Após um período de queda, a taxa de desocupação de imóveis de alto padrão diminuiu para cerca de 13%, uma melhora significativa em relação aos 20% registrados no momento mais crítico da pandemia. O destaque da região continua sendo a Faria Lima, com a recente venda do Edifício Pátio Victor Malzoni por R 26,7 milhões, realizada pelo fundo imobiliário Catuaí VBI Triple A (BLCA 11.
Segundo levantamento do Itaú BBA, a performance dos fundos de escritórios em 2026 foi de 1,9%. Além disso, esses fundos apresentam o menor indicador Preço Valor Patrimonial (PVP), de 0,70, refletindo um desconto em relação ao valor real da carteira.
Desempenho dos Fundos de Escritórios
Apesar da retomada do setor, os fundos de escritórios ainda se destacam pelo segundo pior desempenho do IFIX, índice de referência da classe. O PVP de 0,70 indica que os investidores estão exigindo um prêmio maior para investir nesses fundos, devido à volatilidade da ocupação.
Em comparação, outros segmentos de FIIs, como os de shoppings, apresentaram uma recuperação mais rápida, impulsionada pelo retorno do público aos centros comerciais, especialmente em um clima tropical como o do Brasil.
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Fatores que Influenciam o Mercado
Diversos fatores contribuem para o cenário atual. A taxa de juros Selic, em 14,25% ao ano, atrai investidores para a renda fixa, reduzindo o fluxo para os FIIs. Além disso, a mudança no perfil dos escritórios, que agora são vistos como centros de inovação e interação, influencia a demanda por espaços.
Rodrigo Abbud (Empiricus Research), Carol Borges (EQI Research), Fernanda Rosalem (Paladin), e Marcos Alves (Realty Corp) concordam que a pandemia alterou as dinâmicas do mercado imobiliário, com o home office se tornando uma realidade para muitas empresas.
Opiniões de Especialistas
Caio Araujo (Empiricus Research) destaca que a recuperação em lajes corporativas será gradual, enquanto Carol Borges aponta o excesso de estoque de escritórios como um fator que dificulta a retomada plena do setor. Rodrigo Abbud acredita que a Faria Lima e a região da Paulista são as mais resilientes, enquanto Marcos Alves ressalta a importância da inovação e da localização para atrair empresas.
Fernanda Rosalem (Paladin) e Rodrigo Abbud (Empiricus Research) defendem que os fundos de lajes corporativas ainda apresentam oportunidades para investidores com perfil mais arrojado, devido ao seu maior desconto no mercado.
Análise do Cenário
Apesar do cenário desafiador, especialistas apontam que a região da Faria Lima – Itaim Bibi e a Avenida Paulista apresentam potencial de valorização, impulsionados pela retomada do mercado de trabalho e pela busca por espaços de escritórios mais modernos e bem localizados.
Para investir em FIIs de lajes corporativas, é fundamental considerar o perfil de risco do investidor, que deve estar preparado para lidar com a volatilidade da ocupação e a exigência de um prêmio maior para compensar os riscos.
O mercado imobiliário está em constante transformação, e o sucesso dos investimentos depende da capacidade de identificar as tendências e oportunidades que surgem nesse cenário dinâmico.
O Seu Dinheiro conversou com especialistas para entender o que acontece com os fundos imobiliários de escritórios.
Autor(a):
Redação
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